sexta-feira, junho 21, 2002

Lat. communicare
v. tr. e int.,
fazer comum;

participar;

avisar;

informar;

estar em comunicação;

falar;

corresponder-se;

ter passagem, comunicação;

v. refl.,
transmitir-se;

propagar-se;

generalizar-se.


Esta é a definição da palavra comunicar no Dicionário Universal Língua Portuguesa, versão online. É gentarada, comunicar parece fácil. Uma vez, quando eu ainda era uma imberbe e rosada bixo, nos idos longínquos de 1996, tive que definir o que era comunicação numa cadeira de semiótica, no primeiro semestre. Considerando que ainda acreditava em histórias da Carochinha, a resposta foi longa (sim, a prolixidade é congênita neste corpo. E ainda me tach(x)o de comunicadora por aí), mas lembro que no emaranhado verborrágico recordo ter mencionado que até uma pedra comunicava. Não sejam irônicas, crianças :-) Se vocês forem observar com candura e flexibilidade, não é uma resposta de todo errada considerando que objetos, pessoas, coisas, troços, negócios, qualquer substantivo sempre nos remete algo e a algo. Pois, ao que interessa, temos várias "pedras" na próxima edição do Experiência. São textos que versam sobre pombos-correio, gírias, expressão corporal, sonhos, mensagens escritas em banheiros, linguagem de sinais, mensagens em muros, linguagem dos aromas, mímica, rádio amadorismo e até sobre uma rádio fincada dentro de uma brasília amarela. É um caldo comunicacional, informações sobre várias das muitas maneiras em que se pode comunicar alguma coisa, transmitir algo. Confesso que estou curiosa para ver como vamos costurar as matérias de maneira que sejam bem digeridas pelos leitores. O frio na barriga começa a subir.

quarta-feira, junho 19, 2002

Cara editora Ana, ainda bem que somos duas, assim podemos ir dividindo as tarefas, como em uma redação offline. Hoje a correria por aqui está grande, há repórteres que ainda não entregaram seus textos, desabafos de fim de semestre, unhas sendo roídas indiscriminadamente, professores nervosos, alguns alunos utilizando argumentações no mínimo estranhas para o atraso das reportagens, enfim, um ensaio daquilo que é (ou imaginamos ser) uma redação de verdade. Como diria um amigo meu, bem-vindos todos nós ao mundo real do jornalismo, à prática de deadlines apertados, de diagramadores inflexíveis (sorry Ana e Schröeder) ;-) de pautas que caem e outras que são readpatadas, rediscutidas e, até mesmo, reescristas. Mas tudo bem, porque um dos bastiões, dos pilares mais sólidos da profissão, ainda são o rigor na descrição da informação, o rigor na escrita do texto. Estamos literalmente experimentando, buscando o aprendizado. Dos textos que li, adianto, mal parafraseqndo Shakspeare, que há mais formas de comunicação entre o céu e a terra do que sonha o "vão" papiro.